SÍNTESE


Nesta postagem procuraremos fazer um resumo sobre as causas e consequências relatadas pelos espíritos sobre o suicídio.
O véu que encobre a realidade extracorpórea está em grande parte levantado pela doutrina espírita. Luzes foram postas sobre as trevas de nossa ignorância. Tolo será aquele que delas não fizer o uso adequado. Aliás, todo conhecimento, à semelhança de um farol de carro, é luz para se enxergar mais ao longe e elemento indispensável de proteção.
Veremos que a dor por mais insuportável que possa parecer sempre estará na iminência de atingir características mais intensas quando, ao invés de nos propormos a batalhar pela sua aceitação, solução e cura, optarmos pela medida extrema da morte.
Por isso, não se vai a um lugar sem antes saber o que tem lá. E é nesta linha que os espíritos procuram nos auxiliar, cansados que estão de ver o triunfo quase completo da ignorância sobre aqueles que justamente deveriam acabar com ela: nós seres humanos, tidos como racionais.
O problema é que com relação a certos lugares só é possível saber realmente como é, indo! E esse é o caso do mundo espiritual. Contudo, sempre dá para se ter uma ideia. Ou será que panfletos de agências de viagem não servem para nada?!
A intenção de nos alertar por parte de quem está do lado de lá sempre existiu. Isso se deu por profetas, iluminados, etc. Só que sempre fica a dúvida: mas e se porventura tal realidade não existir, ou seja, tudo acabar com a morte do corpo? Enfim, e se a alma não passar apenas de um conjunto de sinapses cerebrais que deixará de existir com o fim do dito causador: o cérebro?
Essa é a crença materialista, a qual não deixa de ter lá seu fundamento, já que, até hoje, nenhum médico cirurgião encontrou dentro de um corpo humano ainda vivo algo além de matéria em formato de órgãos e secreções.  
Mas será que não seria arriscar demais, no caso do suicídio, buscar a morte sem antes adotar um critério mais seguro e não movido apenas pela constatação superficial de algo feita por outrem? Afinal de contas, há muito em jogo!
Um cego de nascença tem o direito de não acreditar na existência da luz. Contudo, ouviria muitos tentarem convencê-lo do contrário. E se no campo da razão fosse ele leal, poderia até não se convencer, mas ao menos acalentaria a possibilidade de existir algo que ao tocar qualquer objeto é refletido para toda parte e, quando esse mesmo reflexo toca o olho saudável de alguém, forma imagens tridimensionais no cérebro deste, ou simplesmente a luz.
Da mesma forma o barulho sobre a existência de Deus e de um mundo espiritual é muito grande para não se admitir ao menos a possibilidade.
Então, conclui-se que é no mínimo prudente ouvir – claro, sempre pelo filtro da razão –, quais são os fundamentos daquilo, que para uns é alucinação, para outros é suspeita e para muitos é fé.
Enfim, indagar: donde vêm essas ideias sobre o transcendental? Quais são as provas, visto que, como já dito, não é de uma visão in loco do interior do corpo humano? Que espécie de “alucinação” coletiva seria esta que gera toda uma rica e criativa gama de seres e fenômenos transcendentais, tais como deuses, fantasmas, céu, inferno, dimensões, etc.? Tudo isso é inventividade da mente humana ou realidade?
E mais ainda: como ficam as curas atribuídas à fé e tidas por milagrosas? Vêm simplesmente das sinapses cerebrais, ou seja, do poder sugestivo da mente material? Podem até vir, mas só isso já é fantástico demais para não se buscar entender o porquê das dores e das suas possibilidades de cura.
Mas como este texto visa trazer apenas um resumo daquilo que os espíritos informam sobre a temática suicídio, vamos ao que interessa, sem ter a pretensão de ser o possuidor de todas as respostas para todas as circunstâncias e situações.
Faremos uma viagem no tempo, abarcando passado, presente e futuro. Claro, considerando como presente a nossa atual condição de seres encarnados, pois que, como é óbvio, o que é presente para nós encarnados, para um espírito desencarnado já é passado.
Para acessar as postagens correspondentes clique ao lado do que deseja ler:

PASSADO – CAUSAS [clique aqui]:

1º) Existir [clique aqui];
2º) Nascer [clique aqui];
3º) Circunstâncias Reflexas [clique aqui];
4º) Vergonha e Culpa [clique aqui];
5º) Vida Intrauterina, Infância e Juventude [clique aqui].


PRESENTE – CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS [clique aqui]:

1º) Obsessão [clique aqui];
2º) Ilusão [clique aqui];
3º) Transtornos Mentais [clique aqui];
4º) Vícios [clique aqui].


FUTURO – CONSEQUÊNCIAS [clique aqui]

FUTURO PRÓXIMO – ERRATICIDADE [clique aqui]:

1º) Imortalidade [clique aqui];
2º) Repercussão no Corpo Espiritual [clique aqui];
3º) Repercussão no Emocional [clique aqui];
4º) Repercussão em Terceiros [clique aqui];
5º) Umbral [clique aqui];
6º) Escravidão [clique aqui].


FUTURO REMOTO – REENCARNAÇÃO [clique aqui]:

1º) Deformidades Físicas [clique aqui];
2º) Emoções em Desequilíbrio [clique aqui];
3º) Reencarnações Curtas [clique aqui];
4º) Recapitulação de Experiências [clique aqui];
5º) Amadurecimento Espiritual [clique aqui].


CONCLUSÃO

Tudo o que foi dito nas causas e consequências acima discriminadas – embora não corresponda ao todo –, é para entendermos que nós mesmos somos construtores de nosso destino. Não há nada que não corresponda a nossa única e exclusiva responsabilidade.
Enquanto Deus nos colocou numa escola (escola da vida) com o único objetivo de sairmos dela mais amorosos e sábios, nós optamos em transformá-la em um hospital, muitas das vezes de loucos.
Somos hoje o resultado do que plantamos ontem, e o amanhã dependerá do hoje. Simples assim!
Enquanto não vencermos as provas que nos são dadas nesta escola da vida para delas nos formarmos o quanto antes, estaremos sujeitos ao contato de seres tão ignorantes quanto nós próprios ainda somos. Esse contato excessivo com a ignorância pode nos fazer crer que o bem e o amor não existem, mas se o filhote de uma ave não procurar olhar para além de seu ninho, nunca se sentirá atraído para o voo. O espiritismo é uma lente para enxergar além do ninho.
Assim, lembremo-nos do convite de Jesus:

Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e toda sua justiça, e todas as demais coisas vos serão dadas em acréscimo.” (Mateus 6:33).

Que pode ser traduzido assim: Buscai em primeiro lugar a sua felicidade própria conforme Deus a estabeleceu, e não seja ingrato, e todas as soluções e respostas aos seus anseios lhe serão dadas no tempo oportuno.


EXORTAÇÃO FINAL

“Eu não vos deixarei órfãos.”  (João 14:18)

Filhos e filhas de Deus.
Nós da espiritualidade sabemos dos imensos desafios que têm que passar nesta vida.
Mas vos pedimos cautela e critério mais acentuados para que não ponham a perder a vós mesmos.
O suicídio é o maior enganador de todos os tempos. Não vos livra de nada. Só aumenta – e muito – vossas dores.
Buscai aquele que não vos engana nunca. Que fez da verdade sua melhor amiga.
Eliminai de vossas mentes ainda imaturas a ideia de morte, posto que esta não existe.
Só é garantia para o próprio bem futuro quem busca estar de bem hoje com a Lei Divina.
Isso mesmo, vocês estão todos subordinados a uma Lei infalível. Ela é autoaplicável. É lei e juiz ao mesmo tempo e da qual ninguém escapa.
Essa mesma Lei manda que cuidem de vocês, mesmo que mais ninguém o faça.
Respeitem o tempo estabelecido a cada um, bem como o tempo necessário para a solução de cada problema, já que não existe problema que o tempo não resolva.
Aceitem a ajuda que sempre vem de Deus, que pode parecer imperceptível num primeiro momento, mas que a ninguém é negada.
As soluções dadas pelo Pai, senão são as que concordamos, com certeza são as que precisamos.
Orem ao Pai e sentirão sua presença a lhes apontar o caminho para a vossa salvação e felicidade.
Ninguém está sozinho neste mundo, nem aquele que optou por este caminho.
Vivam, vivam intensamente! Mas o intensamente do espírito, do amor, da evolução, e não se deixem abater, pois que um soldado se faz na luta e um filho somente sucederá ao pai se por este for educado.
Muita paz. 



Camilo Castelo Branco


Mas uma consequência da qual o suicida não pode escapar, é o desapontamento”. Questão 957 de O Livro dos Espíritos.


Muito tempo depois, mais de 20 anos decorridos, solicitado a dizer sobre o seu suicídio, eis o que o espírito de Camilo Castelo Branco, escritor português, relatou:

“Equivale a pedirem-me sinistra sinfonia para a ópera do Horrível.
Não sei dizer quanto é preciso; e tudo que disser não será, por assaz deficiente, a sombra de verdade necessária. Mas não recuso o meu contingente, nem quero perder a ocasião, que me oferecem, de mais uma vez bradar aos incautos que se defendam de cair no abismo em que me precipitei, em aziaga hora.
Supõe-se aí que o suicídio é a morte.
Alguns creem que na devolução das carnes verminadas à podridão, está a extinção da vida e do sofrimento.
Para esses é a libertação, a quebra da grilheta chumbada ao artelho de forçado do martírio; como para outros é só remédio pronto a embaraços inextricáveis de momento.
Há quem o creia cômodo fecho a uma vida de angústias; como há quem nele veja fácil alçapão por onde se pode fugir às chicotadas do Destino.
Para uns é cura radical de dores; para outros astuciosa maneira de fugir à sorte adversa.
Alguns o têm como remate forçado e benemérito de desilusões; outros o buscam como portaria franca para a região da Esperança.
Aos descrentes é finalização lógica para dificuldades e desgostos; aos infelizes recurso último do desespero acovardado.
Uns creem conquistar com ele a eterna paz do Nada: o sono tranquilo de que não se acorda mais; outros imaginam-no alavanca irresistível para forçar a porta do Esquecimento.
Querem uns, com ele, esmagar remorsos de justiceiro pungir; querem outros, com ele, escalar mais rapidamente o Céu.
E a todos enganam as tredas e alucinadoras miragens da Tentação.
Não é a morte; não há libertação; não constitui remédio.
Não extingue angústias, nem abre caminho à fuga redentora das açoitadas do destino vingador.
Não sara dores, nem acaudilha deserções.
Não põe fim às desilusões da alma, nem encaminha visionários às sonhadas bandas da Esperança.
Não dá, para os descrentes, razão à sua estultícia; nem aos infelizes consolação permeadora do seu desespero pusilânime.
Não conduz o mísero à suprema paz do Nada, nem o acalenta no eterno sono incacordável.
Não abre aos tristes a letárgica região do Olvido; não dá aos remorseadores  mordaça para calar a grita da consciência; nem ajuda aos crentes a tomar de assalto o Céu.
Para todos o suicídio é o desengano.
Simulando defender do infortúnio, impele violentamente ao salto-mortal para o Horror.
Não sei de nada que lhe seja comparável.
Nem a blasfêmia, que eu suponho a suprema ofensa à Razão; nem o fratricídio, que eu acredito a suprema ofensa à Humanidade; nem o matricídio, que eu presumo a suprema ofensa à Natureza.
O suicídio é a suprema ofensa a Deus.
Nele, as dores redobram de intensidade; a alma impregna-se de desesperos, que parecem infindáveis no tempo e na angústia.
Constitui a cristalização da Dor; a aflição da ansiedade que nada satisfaz; a dentada triturante e perene do Remorso.
Eu fui suicida. Querendo fugir à cegueira dos olhos, fui mergulhar-me na cegueira da alma.
Pensando furtar-me à negrura que cobria o meu viver, fui viver na treva onde os suicidas curtem raivas, sem remorso; e blasfemam quando suplicam.
Fui viver na pávida região onde os réprobos se mordem e agatanham; onde gargalham, de olhares em fogo e rangendo os dentes, os furiosos com juízo.
Aonde o suicídio arroja os seus mártires, num repelão brutal de louco, não penetra a Luz de Deus, nem a carícia da Esperança.
Lá, ruge-se, geme-se, chora-se, soluça-se, ulula-se, blasfema-se, pragueja-se e maldiz-se. Não existe paz; não se sabe, nem se pode orar.
É a caverna do Sofrimento, de que Dante só vislumbrou o portal.
Sei que rábicas convulsões lá me sacudiram; que lágrimas ferventes queimaram meus olhos cegos; mas não adrega dizê-las.
As dores descomunais não se descrevem. Sentem-se, no seu ecúleo titânico, mas não se definem. Entram pelo infinito; são o inenarrável; são o incompreensível.
Quando o suicida supõe trancar, com a morte, a porta da Agonia, abre o ciclo infernal do Desespero.
Matando-se, não aniquila a vida; destrói, só num ato de inepta rebeldia, o meio eficaz e providencial do seu progresso; e recua, voluntariamente, a hora desejada da sua felicidade.
A vida, além do suicídio, pertence à fase humana que os homens da Terra não conhecem, para que não têm ideias apropriadas, e a que a necessidade não criou ainda palavras representativas. De umas e outras, todas as que aí mais dolorida, mais trágica e mais sugestivamente pintem o aspecto do Horrível, não dão a impressão esfumada dos tormentos que o suicida entra a curtir, quando, por ingênua ou velhaca presunção, supõe conquistar, por uma violência da sua vontade, o termo do seu sofrer.
Isto é assim. É bom? É mau? É assim. É como é, e, como é, temos de aceitá-lo.
É possível que por aí haja quem fizesse coisa mais de perfeição; mas Deus esqueceu-se, lamentavelmente, de os consultar antes de completar a sua obra.
Foi uma falta grave; mas já vem tarde a grita indignada dos mestres desse mundo, para remediá-la.
Ponham de lado prosápias de emendar o que está feito.
Guardem as sabedorias, que podem melhor servir para adubar manhas e poucas-vergonhas nos conclaves palreiros da asnice em que aí pontificam.
Conjuro os que me lerem a que me creiam sem experimentar.
O desastre será irremediável, se não o fizerem.
Aceitem, aceitem o fato tal ele é.
Aceitem a vida como a puderem fazer. Corrijam-na, corrigindo-se. Amoldem-se às situações, ainda as mais desesperadoras.
A tudo mais Deus provê de remédio; mas Ele é que é o juiz da oportunidade de aplicá-lo.
Aceitem as dores, a cegueira, as deformações, as aberrações, o desespero, as perseguições, a desgraça, a fome, a desonra, a degradação, a ignomínia, a lama, tudo, tudo que de mau, de injusto, ou de rastejante em desprezo a Terra lhes possa dar, que são ainda coisas excelentes em desiludida comparação ao que de melhor possam chegar, pelo caminho do suicídio.”



PASSADO - CAUSAS


Aqui verificaremos alguns dos aspectos advindos de nossas origens e de nosso passado e que podem influenciar o hoje, gerando ideias suicidas. Claro que adotando as premissas da existência e anterioridade da alma, bem como da pluralidade das existências, ou seja, reencarnação.
Os espíritos ensinam que todos somos herdeiros de nós mesmos. A bíblia nos dá o ensinamento do: “a cada um segundo suas obras”. Assim, a análise do passado traz muitas respostas sobre os porquês de nossas dores e alegrias atuais, bem como do que realmente somos.


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Existir


Há pessoas que, dependendo de seu estado emocional, gostariam de nunca terem existido. Contudo, existir não é uma escolha nossa e sim de Deus. Ele é o responsável por nossa existência e quem fez a escolha disso. Uma obra de arte não tem autonomia para questionar o artista que a fez. Simplesmente ela existe, e pronto!
Então o único questionamento viável de se fazer é: por que existimos?
A resposta dos espíritos é: por vontade de Deus e para o encontro da plenitude e felicidade plena no seio dEle, sendo que esta felicidade somente existe na execução fiel e amorosa de sua vontade, ou seja, Deus criou também dentro de cada um de nós o que é ser feliz. Essas são resumidamente as respostas dos espíritos contidas nas questões 81 e 113 de O Livro dos espíritos.
A busca dos porquês do existir nos remete à nossa criação e ao próprio Deus. Isso nos traça um objetivo, ainda que ora difuso, sobre nós mesmos. A partir da aceitação desta realidade pode surgir toda uma reverência ao Divino que é o autor de tudo, inclusive de nós. A constatação de que se é obra e não o autor da obra alivia muitas angústias existenciais, pois que denota a existência de um plano traçado a cada um de nós por algo ou alguém muito maior. Isso pode ser uma ideia muito confortadora, já que não há como conceber a ideia de um ser infinitamente sábio e amoroso criar algo para dar errado.
A angústia do existir trazida pela falta de perspectiva sobre os objetivos deste mesmo existir é causa de muitos conflitos no presente, que pode levar à inadequação e à rebeldia.


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Nascer


Por que nascemos neste mundo?
Esta é uma pergunta que, do mesmo modo que a anterior, sequer deveríamos fazer, posto que existir e nascer decorre de uma Lei Maior com relação à qual nós não passamos de meros efeitos e não causa.
A questão 132 de O Livro dos Espíritos diz o seguinte:

Qual é o alvo da encarnação dos espíritos?
Deus a impõe com a finalidade de fazê-los chegar à perfeição. Os espíritos passam pela experiência da encarnação visando objetivos; para uns, é uma expiação; para outros, uma missão. Mas para chegar a essa perfeição, devem sofrer todas as vicissitudes da existência corporal. Esta é a expiação. A encarnação tem também um outro objetivo, que é o de colocar o espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação. É para executá-la que, em cada mundo, toma um corpo, constituído de sua matéria essencial, a fim de nele cumprir as ordens de Deus. Desta forma, concorre ele à obra geral, avançando progressivamente.

Assim a inadequação com as características deste mundo carnal em que vivemos não altera a Lei Maior. O nascer é uma necessidade nossa, assim como o ar é uma necessidade do corpo. 
Questionar por que nascemos e fomos colocados em uma situação difícil é aceitável para quem busca entender as razões e obter soluções com relação àquilo que o aflige. Contudo, querer anular o nascer pelo suicídio é querer tentar mudar a própria Lei Maior que é soberana.
O suicida, muitas das vezes levado pela sua dor, quer e tenta anular esta Lei, usando de uma faculdade existente na própria Lei que é o livre-arbítrio. Mas da mesma forma que uma cobra não pode se engolir a partir do próprio rabo, o livre-arbítrio não pode ser mais poderoso que a vida consciente que o gera. Portanto, o uso do livre-arbítrio não pode anular a vida do espírito.
Enfim, nascemos neste mundo porque precisamos e vivemos nele para que evoluamos. Essa é a Lei.


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Circunstâncias Reflexas


A tentação ao suicídio de hoje que assola a criatura reencarnada pode ser apenas um reflexo vindo do passado reencarnatório desta mesma criatura ainda em desajuste.
Os espíritos ensinam que um ex-suicida ao retornar para a vida carnal estará, via de regra, sujeito aos mesmos dilemas e desequilíbrios que o fizeram optar pelo abandono da existência pregressa. E, do mesmo modo ocorrido na experiência derrocada, sentir-se-á novamente atraído para a falsa solução dos problemas pelo autocídio. 
Referente tentação exigirá maior esforço e determinação de si próprio no campo interno para superar não só os problemas externos que o assolam, mas principalmente aqueles que advêm de sua própria alma. Nessa luta, o primeiro combate deve se dar contra o convite interno e funesto da morte travestida de enganosa rainha da solução.
Como qualquer tentação que se preze, a do suicídio renitente detém como que uma certa dose de magnetismo atrativo que só a razão, a fé e a determinação poderão superar. Enfim, é preciso trocar o magnetismo da morte para o magnetismo da vida, visto que só nesta última se pode encontrar a plenitude de si mesmo.
A ideia da morte autoprovocada é uma excrescência da mente ainda ignorante e do sentimento ainda em desequilíbrio, pois não pode haver prêmio algum para o jogador que deliberadamente abandona o jogo em curso.


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Vergonha e Culpa


Essas podem ser causas de suicídio no presente, mas advindas de um gesto do passado, pois são consequências de um erro qualquer na forma de se conduzir a vida que gera grande desconforto interno e a rejeição a si mesmo.
Aqui o potencial suicida não está contra a vida propriamente dita, mas sim do que ele fez de sua vida, ou seja, é contra o que julga ser uma infeliz escolha feita por ele mesmo no passado e que ainda desagradavelmente repercute em seu universo social, espiritual ou consciencial. 
Claro que sempre denota uma cobrança excessiva sobre si mesmo, assim como, via de regra, são também excessivos e descaridosos os julgamentos que costumamos fazer dos outros.
Um exemplo famoso disso é Judas Iscariotes, apóstolo que teria traído Jesus Cristo entregando-o aos seus algozes com um beijo na face. Após as trágicas consequências de seu gesto, sucumbiu à vergonha e à culpa, matando-se.
Errar é da condição humana. Seja por parte dos outros, seja por parte de nós mesmos. Não admitir isso, sempre será causa de sofrimento, muitas das vezes desnecessários, já que qualquer queda sempre foi, é e será um convite para o se levantar, e não para cair mais!
Por isso é bom meditarmos sobre a urgente necessidade do amor que a “tudo perdoa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”, conforme ensina Paulo de Tarso em Coríntios, 13.
Ou ainda como nos socorre Chico Xavier: “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas é possível começar de novo e fazer um novo fim.


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